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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Ad-ministrar


Ad-ministrar

“O profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!
Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro?
Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?
Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém". (Romanos 11:33-36)

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas...” Ah!!Se todos os cristãos entendesse isso? Muitos ensinos cairiam por terra; o fermento dos fariseus já não inflaria mais as nossas mentes com tantas mentiras que parecem verdades; as pregações que só prometem, mas não entregam, não fariam tão famosos os pregadores contemporâneos e de quebra evitaríamos muitas crises.
Na verdade é bem simples, Deus deu para nós tudo o que temos...seja dons, bens, filho, esposa, marido, dinheiro, até a terra... como diz as escrituras:

“Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra a deu aos filhos dos homens.” (Salmos 115:16)

Deus nos deu para que nós administrássemos para o Reino; usássemos o que recebemos para o bem comum. O problema é que não é bem assim que acontecem. Assim como na parábola do filho pródigo, muitas vezes não administramos de maneira correta o que o Pai nos dá; esbanjamos ( é isso que significa pródigo: “esbanjador”) aquilo que Deus entrega na nossas mãos. Acredito que uma das coisas que Jesus queria nos ensinar na parábola do filho pródigo em Lucas 15 é que somos administradores de Deus, tanto é que o capítulo 16 começa contanto outra parábola, a do “administrador infiel”.
Deus nos deu filhos para que administrássemos, e a própria bíblia nos ensina como fazer isso, como por exemplo:  “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22:6). Deus nos deu uma esposa ou marido para que administrássemos, e nos ensina em varias passagem bíblicas como fazer isso da melhor maneira possível. Isso acontece com todas as áreas das nossas vidas, inclusive com nossos dons espirituais. O problema é que muitas vezes administramos mal os nossos filhos e depois ficamos perguntando pra Deus por que ele permitiu que nossos filhos fossem para as drogas. Muitas vezes não administramos nosso casamento como diz a Palavra e ficamos questionando Deus o porque ele não restaura nosso casamento. Não é raro ver pessoas com dons espirituais administrando de maneira errado aquilo que Deus deu, pois usam os dons para se autopromoverem e não para glória de Deus. E assim acontecem com a terra que poluímos, com o dinheiro que esbanjamos com coisas fúteis e com as contas que adquirimos por não administramos bem o dinheiro que Deus nos deu.
O pior é ver cristãos como crianças manhosas achando que não são amadas por que Deus não atende suas petições. Não entende quando Tiago diz:
“Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” (Tiago 4:3)
Há algumas versões que dizem “para esbanjares em vossos deleites.”
Humanamente falando, eu não daria dinheiro para uma pessoa que não sabe administrar, pois o que adiantaria restaurar a área financeira de uma pessoa se ela vai quebrar de novo. Eu não restauraria um casamento para ser destruído de novo por pessoas que não
sabem administrar um relacionamento (é lógico que Deus é bem melhor que eu). É mais fácil, e porque não dizer mais sábio, ensinar a administrar. O difícil é ver pregadores contemporâneos prometendo bênçãos como mágica, sem precisar mudar de vida ou de mente. É difícil ver pregadores dizendo: “Deus vai te dar a vitória hoje”, sendo que sabemos que nem todos vão receber de fato.
Mas chega de lamentos...precisamos entender que  “Dele e por ele, e para ele, são todas as coisas...” . Se entendermos isso não entraremos em crise cada vez que perdermos  alguma coisa. Não estou dizendo que você não vai sentir nada com a perda, como por exemplo a perda de um filho, mas estou dizendo que você não se revoltará mais com Deus dizendo blasfêmias do tipo: “se Deus existisse meu filho não teria morrido”.
Você dirá assim Jó disse:

“Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR.
Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.” (Jó 1:21-22)

Jó com certeza entendia que “dele e por ele, e para ele, são todas as coisas...” , porem assim como nós, Jó também não entendia algumas coisas que acontecia na vida dele, por que a mente humana é pequena demais para entender os planos de Deus.

“Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” (Jeremias 29:11)

“O profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!
Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro?
Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?” (Romanos 11:33-35)

 
Talvez você não entenda o que está acontecendo na sua vida; o por que você perdeu algumas coisas; talvez o que você está passando não se encaixe bem com o perfil pintado pelos homens sobre benção de Deus. Mas lembre-se o mesmo aconteceu com Jó, seus amigos disseram que só poderia ser pecado a causa de tudo o que estava acontecendo, tinham ele como uma pessoa não abençoada.
Lembre-se tudo é de Deus...e Ele não perdeu o controle.
Fica na Paz !

Ass: Marcio Cordeiro

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Sofrendo as mesmas aflições



Sofrendo as mesmas aflições
O ser humano necessita ter pessoas do seu lado; não apenas pessoas que convivam em um mesmo ambiente, mas pessoas, que embora longe, participam das mesmas alegrias, tristezas, pensamentos ou convicções. O ser humano anseia saber que não está só; em saber que existem pessoas que passam pelo mesmo que elas passam ou compartilham da mesma opinião.
Note que uma vitória não tem o mesmo sabor se não houver quem participe, e a tristeza parece ser maior quando não há pessoas que sofram junto a mesma dor. Muitas pessoas ao verem outras pessoas sofrendo até se sentem “confortada”, pois veem que seu sofrimento não é muito, comparado a outros. Quem já não ouviu uma pessoa que estava sofrendo de algo e, ao ver outra pessoa aparentemente em pior estado, agradecer por não estar passando pelo mesmo?Quem já não disse, estou com problema mas tenho saúde, ao ver alguém muito doente?.Parece que o ser humano se sente consolado quando vê que não sofre sozinho.
Elias em 1 Reis 19, entra em crise e sua reclamação era:
“E ele disse: Tenho sido muito zeloso pelo SENHOR Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei, e buscam a minha vida para ma tirarem.” (1Reis 19:10)

Observe que ele se sente sozinho; para ele não existiam mais profetas (pessoas que pensavam como ele), consequentemente só ele era perseguido (não tinha ninguém perseguido como ele, para ao menos se sentisse consolado).mas Deus consola ele dizendo (você não está só):

“Também deixei ficar em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou.” (1Reis 19:18)

Veja o que diz as escrituras:
“Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.” (1 Pedro 5:9)

Veja que a palavra nos motiva a ficar firmes nos informando que há pessoas passando pelos mesmos sofrimentos em todo o mundo, como se estivesse falando “você não está sofrendo sozinho”.
O próprio Jesus quando estava angustiado, leva consigo alguns discípulos para compartilhar o momento em oração.

O fato é que precisamos saber que não estamos só; precisamos saber que existe pessoas que passam o mesmo que passamos e que não desistem; pessoas que venceram as mesma lutas que estamos tendo agora.Por isso no livro de Hebreus há um capitulo inteiro falando de pessoas que sofreram, mas venceram pela fé (hebreus 11) e complementa dizendo:

“Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta,

Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.
Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos.
Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado.” (Hebreus 12:1-4)

Ass:Marcio Cordeiro

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Permanecer é melhor que “ficar”


Permanecer é melhor que “ficar”

Existe um termo muito usado hoje entre os jovens para nomear um relacionamento rápido e sem compromisso, o temo é “ficar”. Resumidamente os “ficantes” são pessoas que ficam juntas semelhantemente a um casal de namorados, porem por menos tempo e sem compromisso. Essas pessoas troncam beijos, caricias e até mesmo se relacionam sexualmente logo no primeiro encontro. Elas não querem compromisso; o que querem é apenas satisfazer o seu prazer momentâneo.
Incrivelmente existe algo muito parecido acontecendo no meio do povo “cristão”; são pessoas que se convertem, porem não querem nenhum compromisso com cristo.  Pessoas que “ficam” no evangelho enquanto este lhe dá prazer, mas quando aparentemente não há nenhum beneficio se desviam. Jesus conta um parábola dizendo que um semeador saiu a semear uma parte da semente caiu entre as pedras. Ele disse:
“E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda;
Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.” (Mateus 13:5-6)

E explica:

“O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria;
Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende;” (Mateus 13:20-21)

Converter uma pessoa a uma religião é fácil, é só mostrar vantagens com custos baixos. O difícil é converter uma pessoa a cristo, pois a conversão é baseada em arrependimento, relacionamento e compromisso.
A respeito do arrependimento todos sabem, mas com relação a relacionamento e compromisso precisamos aprender muito ainda.

 Enquanto muitos só querem namorar Jesus (ou ficar), Jesus quer um compromisso maior; Ele chama sua igreja de Noiva (o que revela um compromisso maior que o namoro); Ele vem para fazer uma nova aliança, e aliança fala de compromisso.
Muitos só “ficam” com Jesus, tentando satisfazer seus prazeres eles se apegam a uma religião, porem sem compromisso nenhum com o Mestre.
Precisamos aprender que o segredo de um relacionamento é a permanência nele.
“Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos;
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” ( João 8:31-32)

E que o prazer a longo prazo não se compara com um prazer momentâneo ou as dificuldades atuais.

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;” (2 Coríntios 4:17)


Não “fique” apenas com Jesus...Seja noiva...tenha um compromisso maior com ELE...Permaneça Nele, pois a Palavra diz:
“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.” (João 15:10)



ASS:MARCIO CORDEIRO

quinta-feira, 7 de junho de 2012

“Detalhes pequenos para nós dois”


“Detalhes pequenos para nós dois”

De tanto ouvir testemunho do tipo: “eu capotei carro sete vezes tive perca total, mas saí sem nenhum arranhão para glória de Deus...”, ou, “eu estava doente, desenganado pelo médico, sofri, quase morri, mas Deus me curou”, comecei a perceber que muitas vezes o ser humano só consegue ver Deus nas tragédias da vida. O problema é que algumas pessoas só veem Deus após um “milagre”, e então eu pergunto: “e se não houvesse tragédia?”...”e se não houvesse ‘milagre’?”...
Entendo e concordo que Deus seja exaltado através da sua intervenção sobrenatural em um acidente de automóvel, mas não entendo por que não damos a mesma importância quando saímos de carro e voltamos para casa são e salvos com o carro sem nenhum arranhão! Será que Deus não fez um milagre ainda maior nos livrando do acidente? Por que não existe testemunho dizendo: “eu não estou doente apesar de haver muitas doenças no mundo” ou  “eu não sofri hoje, não passei nenhum risco porque Deus é misericordioso”, “e não preciso comprar outro carro, porque meu carro está inteiro, pois Deus me livrou dos acidentes”.
Será que não há testemunho desse tipo porque não dá muito ibope? Será que de fato é Deus que está sendo glorificado nos testemunhos?
Cansei de ouvir testemunhos de pessoas que eram pobres, mas depois de que começou a dizimar prosperou de uma maneira sem igual; testemunhos esses que geravam apenas ganância nos ouvintes; testemunho que no fundo não era para glorificar a Deus, mas para motivar as pessoas a darem dinheiro.
Por que o ser humano muitas vezes só vê Deus nas tragédias?
Não me entenda mal, mas se você só consegue ver Deus nas tragédias então tomará que aconteça uma na sua vida. Não falo isso para o mal, mas porque todos precisam ver Deus.
As Escrituras dizem: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.”( Isaías 6:3)
A terra está cheia da glória de Deus, o homem é que não percebe. O homem só olha as coisas grandes, mas se esquece dos detalhes; por isso muitas vezes a presença de Deus passa desapercebida... as Escrituras continuam dizendo: “Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis.” (Isaías 6:9)
Todo dia Deus faz um milagre, mas o homem não vê...muitas vezes Jesus passa do nosso lado pedindo algo para comer, para nos mostra que não devemos reclamar por não ter muito, porque temos o necessário; para nos mostrar que embora não tendo muito ainda temos para ajudar outros, pois Ele mesmo disse: “Porque tive fome, e destes-me de comer...” (Mateus 25:35)
Para resumir, a palavra é: Veja Deus nos pequenos detalhes...não veja Deus apenas nos “grandes milagres”, ou após o milagre.
Veja Deus onde você está, seja na tragédia ou na benção; seja no milagre ou aparentemente na ausência do mesmo. Observe nas Escrituras que quando Jó começa os seus questionamentos, Deus manda Jó ver toda sua obra (obra de Deus) e questiona ele sobre elas (Jó 38,39,40,41)
E veja o que Jó respondeu:
“Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos.” (Jó 42:5)
VEJA DEUS NOS PEQUENOS DETALHES.
Paz do Senhor.


ASS:MARCIO CORDEIRO

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A diferença entre Reino de Deus e religião








A diferença entre Reino de Deus e religião

Na religião: as pessoas fazem promessas a Deus, se Ele fizer a sua parte então a pessoa cumpre o prometido.
No Reino: não são as pessoas que fazem as promessas, mas é Deus quem as faz e, se as pessoas obedecerem Ele cumpre (a grande diferença é que Deus cumpre as promessas).
Na religião: as pessoas vivem atrás de um sinal de Deus (vão a todos os lugares onde sabem que está acontecendo um “mover”).
No Reino: não são as pessoas que corre atrás dos sinais, mas os sinais seguem aqueles que creem. (Mc 16:17)
Na religião: são oferecidos muitos sacrifícios na tentativa de chegar á Deus.
No Reino: foi Deus quem ofereceu o sacrifício (seu filho Jesus) para que o homem chegasse a Ele.
Na religião: quem faz melhor que seu próximo é mais espiritual.
No Reino: quem recebe o elogio de Jesus é quem faz o “seu melhor”, não os que fazem melhor que os outros. (Lc 21:1-4)
Na religião: as pessoas vivem atrás de uma benção.
No Reino: as pessoas são uma benção. (Gn 12:2)
Na religião: pregasse que não vai haver mais necessitados no meio do povo de Deus, pois Ele vai fazer todos prósperos.
No Reino: não vai haver necessitados, não por causa da teologia da prosperidade, mas porque quem têm muito repartirá com quem não têm. (Atos 4:34)
Na religião: as pessoas buscam um reino humano com mudanças na política, tentando eleger cristãos para cargos públicos.
No Reino: Jesus não veio mudar a política, mas sim mudar o homem. Ao invés de cristãos se tornarem políticos, Jesus transforma os políticos em cristãos.
Na religião: os que são considerados governantes dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. (Mc 10:42)
No Reino: quem quiser tornar-se grande, terá que servi a todos. (Mc 10:43-44)

ASS:MARCIO CORDEIRO

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A regra é não inventar regras



A regra é não inventar regras

E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?”(Mateus 19:16)

A religião embora o sentido etimológico da palavra seja bonito, hoje se tornou apenas em um modo do homem tentar se justificar diante de Deus através de regras. O interessante é que essas regras só tende a aumentar, pois o homem não conseguindo se justificar, nem preencher com a religião aquilo que lhe falta, acaba buscando em mais regras um modo de ser aceito por Deus.
O Ser humano (em especial os religioso) vive em busca de uma forma de se aproximar de Deus, de viver eternamente ou apenas de ser feliz. Por conseqüência disso aparecem muitas filosofias de vida, receitas de sucesso, visões religiosas, que prometem dar ao homem um sentido para viver.
Porem não é raro ver pessoas dentro das religiões frustradas, pois as regras não os satisfazem, ao contrario, se tornam um peso; não é difícil ver também pessoas que por causa disso procuram desesperados por fazer algo que de sentido para sua vida.
 A Palavra de Deus fala de um jovem que era fiel a todos os mandamentos de Deus desde a sua infância, mas um dia ele foi até Jesus e queria saber o que mais ele deveria fazer para herdar a vida eterna. A lei é boa, mas como diz a Palavra, não podia justificar o homem, ainda mais quando era apenas praticada de uma forma religiosa. Por isso aquele jovem não se satisfazia apenas com regras que obedecia, ele sabia que existia algo mais, só não sabia o que, e por isso buscava inconscientemente por mais uma regra para obedecer.
Jesus ao responder ao jovem não traz regras novas, pois fala para ele obedecer os mandamentos que já existiam (como disse a lei é boa), e mesmo depois, quando Jesus falou para o jovem vender tudo que possuía e o seguisse, ele não ditou isso como regra, pois ele não disse que ricos não entrariam no Reino dos Céus, mas sim que era difícil um rico entrar.
Podemos notar outras vezes que Jesus é questionado sobre o que fazer para herdar a vida eterna. Certa vez um Mestre da lei pergunta:
Mestre, que farei para herdar a vida eterna? (Lucas 10:25)

 Jesus por sua vez não responde, mas devolve a pergunta dizendo:
Que está escrito na lei? Como lês? (Lucas 10:26)

O mestre da lei já sabia o que fazer, pois conhecia a palavra, mas queria algo mais místico, queria mais uma regra...Jesus porem, ao invés de ditar mais uma regra, Ele sintetiza ainda mais quando resume os dez mandamentos em dois:
Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. (Lucas 10:27)

Hoje podemos observar evangélico, católico e religiosos em geral, que a exemplo do jovem rico e do mestre da lei, buscam uma regra nova para se aproximarem de Deus.Muitas vezes não fazem isso premeditadamente, mas a insatisfação gerada pelo vazio da religião e a culpa do pecado, gera no homem um senso de compensação,onde o homem precisa fazer algo para ser aceito.
 As regras humanas só tornam os homens religiosos, causando julgamento e condenação. As regras fazem com que quem as obedece descrimine e exclua quem não faz o mesmo.
Observe que logo após Jesus ser questionado pelo mestre da lei (Lucas 10:25-37), Ele entra na casa de Marta e nessa ocasião as Escrituras relatam que Maria (irmã de Marta) está sentada aos pés de Jesus ouvindo a sua palavra, enquanto Marta está ocupada com muito serviço. Nesse momento Marta chega a Jesus com uma reclamação:
Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.
(Lucas 10:40)

É interessante notar que a passagem seguinte do mestre da lei parece estar tratando do mesmo assunto, pois fala de uma mulher que estava mais preocupada em servi a Jesus do que estar com Ele.
A mesma coisa acontece hoje, pois o sentido de compensação faz com que as pessoas fiquem tão preocupadas em fazer alguma coisa pra Jesus que perde a simplicidade de apenas sentar e ouvir Ele. Além disso, hoje se comente o mesmo erro de Marta, pois pelo fato de fazer alguma coisa as pessoas se sentem no direito de criticar quem não faz.
Mas assim como naqueles dias Jesus nos diz hoje:
Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária;
(Lucas 10:41)

Jesus descomplica, não coloca mais regras e não põe mais jugo.
Deus não é religioso. Ele não precisa que ninguém crie uma fórmula para chegar a Ele. Ele próprio já providenciou a fórmula ...Jesus Cristo...

ASS:MARCIO CORDEIRO

quarta-feira, 2 de maio de 2012

“Concorrência”



“Concorrência”

No mundo as pessoas competem o tempo todo; no trabalho, no esporte, nos relacionamentos, nas religiões. Em alguns aspectos as competições até nos beneficiam, principalmente quando se trata da “economia”, pois nesse caso as empresas concorrentes se obrigam a oferecerem produtos mais baratos, com melhor qualidade e com maior garantia.
O problema é que não são apenas benefícios que as competições nos oferecem, pois no mundo (não em todas as pessoas) o conceito de vitória é “fazer melhor que meu adversário”. Nesse caso muitas vezes a ética é deixada de lado, onde as pessoas buscam a qualquer custo fazer melhor do que a outra; e o fazer melhor acaba se tornando em querer ser o melhor, e o ser melhor acaba se tornando em status, que por sua vez é cultivado em forma de orgulho.
Infelizmente no meio do povo de Deus a competição não traz nenhum benefício, isso por que o mesmo conceito de vitória do mundo é aplicado pelos religiosos, onde vencer implica em “fazer melhor que o outro”. É inevitável! Querer fazer melhor que os outros, ou pelos menos querer parecer melhor, gera competição que por conseqüência gera concorrência.
Ao contrario do que ensina o mundo, Jesus nos ensina que o importante não é fazer melhor do que seu irmão, mas sim fazer o “seu” melhor; o objetivo não é superar o seu próximo, mas sim superar a si mesmo. Note que no episódio da viúva pobre (Lucas 21:1-4) Jesus elogia a viúva, não por que o valor da sua oferta tinha sido maior (ao contrario, as outras pessoas tinham doado bem mais do que ela), mais sim porque a viúva tinha dado o seu melhor.
Há muita competição no meio da “igreja”, e isso não é de hoje, pode-se notar que desde o principio houve competição entre irmãos, competições essas que não acabaram nada bem, como no caso de Caim e Abel; outras até acabaram bem, mas seu inicio foi cheio de crueldade e de atitudes perversas, como no caso de José filho de Jacó e seus irmãos.
O próprio Jesus dedica bom tempo para nos ensinar sobre fazer as nossas obras de justiça em secreto, isso porque (acredito eu) fazer obras de justiça naquele tempo tinha se tornado uma competição “espiritual”. As pessoas já não faziam a obra por amor a Deus, mas sim porque queria parecer mais espirituais que seus irmãos.
O grande problema é que, além de tudo que foi dito, a competição no meio da igreja faz com que haja concorrência; e a concorrência faz com que o evangelho seja tratado como um produto que deve ser vendido barato para atrair mais “clientes” (membros). Hoje as igrejas travam batalhas entre elas, para ver quem consegue mais “clientes”, cada uma, a exemplo da economia, oferece mais vantagem que a outra e apresenta as suas instituições como melhores que as concorrentes.
O fato é que há só um evangelho de Jesus; não existe como você oferecer um evangelho com mais vantagens, com garantias maiores ou de melhor qualidade. Alias o evangelho não é composto apenas de direitos, mas também de deveres. Pregue o verdadeiro evangelho, pois o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

ASS:MARCIO CORDEIRO