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quarta-feira, 2 de maio de 2012

“Concorrência”



“Concorrência”

No mundo as pessoas competem o tempo todo; no trabalho, no esporte, nos relacionamentos, nas religiões. Em alguns aspectos as competições até nos beneficiam, principalmente quando se trata da “economia”, pois nesse caso as empresas concorrentes se obrigam a oferecerem produtos mais baratos, com melhor qualidade e com maior garantia.
O problema é que não são apenas benefícios que as competições nos oferecem, pois no mundo (não em todas as pessoas) o conceito de vitória é “fazer melhor que meu adversário”. Nesse caso muitas vezes a ética é deixada de lado, onde as pessoas buscam a qualquer custo fazer melhor do que a outra; e o fazer melhor acaba se tornando em querer ser o melhor, e o ser melhor acaba se tornando em status, que por sua vez é cultivado em forma de orgulho.
Infelizmente no meio do povo de Deus a competição não traz nenhum benefício, isso por que o mesmo conceito de vitória do mundo é aplicado pelos religiosos, onde vencer implica em “fazer melhor que o outro”. É inevitável! Querer fazer melhor que os outros, ou pelos menos querer parecer melhor, gera competição que por conseqüência gera concorrência.
Ao contrario do que ensina o mundo, Jesus nos ensina que o importante não é fazer melhor do que seu irmão, mas sim fazer o “seu” melhor; o objetivo não é superar o seu próximo, mas sim superar a si mesmo. Note que no episódio da viúva pobre (Lucas 21:1-4) Jesus elogia a viúva, não por que o valor da sua oferta tinha sido maior (ao contrario, as outras pessoas tinham doado bem mais do que ela), mais sim porque a viúva tinha dado o seu melhor.
Há muita competição no meio da “igreja”, e isso não é de hoje, pode-se notar que desde o principio houve competição entre irmãos, competições essas que não acabaram nada bem, como no caso de Caim e Abel; outras até acabaram bem, mas seu inicio foi cheio de crueldade e de atitudes perversas, como no caso de José filho de Jacó e seus irmãos.
O próprio Jesus dedica bom tempo para nos ensinar sobre fazer as nossas obras de justiça em secreto, isso porque (acredito eu) fazer obras de justiça naquele tempo tinha se tornado uma competição “espiritual”. As pessoas já não faziam a obra por amor a Deus, mas sim porque queria parecer mais espirituais que seus irmãos.
O grande problema é que, além de tudo que foi dito, a competição no meio da igreja faz com que haja concorrência; e a concorrência faz com que o evangelho seja tratado como um produto que deve ser vendido barato para atrair mais “clientes” (membros). Hoje as igrejas travam batalhas entre elas, para ver quem consegue mais “clientes”, cada uma, a exemplo da economia, oferece mais vantagem que a outra e apresenta as suas instituições como melhores que as concorrentes.
O fato é que há só um evangelho de Jesus; não existe como você oferecer um evangelho com mais vantagens, com garantias maiores ou de melhor qualidade. Alias o evangelho não é composto apenas de direitos, mas também de deveres. Pregue o verdadeiro evangelho, pois o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

ASS:MARCIO CORDEIRO

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