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quinta-feira, 24 de maio de 2012

A diferença entre Reino de Deus e religião








A diferença entre Reino de Deus e religião

Na religião: as pessoas fazem promessas a Deus, se Ele fizer a sua parte então a pessoa cumpre o prometido.
No Reino: não são as pessoas que fazem as promessas, mas é Deus quem as faz e, se as pessoas obedecerem Ele cumpre (a grande diferença é que Deus cumpre as promessas).
Na religião: as pessoas vivem atrás de um sinal de Deus (vão a todos os lugares onde sabem que está acontecendo um “mover”).
No Reino: não são as pessoas que corre atrás dos sinais, mas os sinais seguem aqueles que creem. (Mc 16:17)
Na religião: são oferecidos muitos sacrifícios na tentativa de chegar á Deus.
No Reino: foi Deus quem ofereceu o sacrifício (seu filho Jesus) para que o homem chegasse a Ele.
Na religião: quem faz melhor que seu próximo é mais espiritual.
No Reino: quem recebe o elogio de Jesus é quem faz o “seu melhor”, não os que fazem melhor que os outros. (Lc 21:1-4)
Na religião: as pessoas vivem atrás de uma benção.
No Reino: as pessoas são uma benção. (Gn 12:2)
Na religião: pregasse que não vai haver mais necessitados no meio do povo de Deus, pois Ele vai fazer todos prósperos.
No Reino: não vai haver necessitados, não por causa da teologia da prosperidade, mas porque quem têm muito repartirá com quem não têm. (Atos 4:34)
Na religião: as pessoas buscam um reino humano com mudanças na política, tentando eleger cristãos para cargos públicos.
No Reino: Jesus não veio mudar a política, mas sim mudar o homem. Ao invés de cristãos se tornarem políticos, Jesus transforma os políticos em cristãos.
Na religião: os que são considerados governantes dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. (Mc 10:42)
No Reino: quem quiser tornar-se grande, terá que servi a todos. (Mc 10:43-44)

ASS:MARCIO CORDEIRO

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A regra é não inventar regras



A regra é não inventar regras

E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?”(Mateus 19:16)

A religião embora o sentido etimológico da palavra seja bonito, hoje se tornou apenas em um modo do homem tentar se justificar diante de Deus através de regras. O interessante é que essas regras só tende a aumentar, pois o homem não conseguindo se justificar, nem preencher com a religião aquilo que lhe falta, acaba buscando em mais regras um modo de ser aceito por Deus.
O Ser humano (em especial os religioso) vive em busca de uma forma de se aproximar de Deus, de viver eternamente ou apenas de ser feliz. Por conseqüência disso aparecem muitas filosofias de vida, receitas de sucesso, visões religiosas, que prometem dar ao homem um sentido para viver.
Porem não é raro ver pessoas dentro das religiões frustradas, pois as regras não os satisfazem, ao contrario, se tornam um peso; não é difícil ver também pessoas que por causa disso procuram desesperados por fazer algo que de sentido para sua vida.
 A Palavra de Deus fala de um jovem que era fiel a todos os mandamentos de Deus desde a sua infância, mas um dia ele foi até Jesus e queria saber o que mais ele deveria fazer para herdar a vida eterna. A lei é boa, mas como diz a Palavra, não podia justificar o homem, ainda mais quando era apenas praticada de uma forma religiosa. Por isso aquele jovem não se satisfazia apenas com regras que obedecia, ele sabia que existia algo mais, só não sabia o que, e por isso buscava inconscientemente por mais uma regra para obedecer.
Jesus ao responder ao jovem não traz regras novas, pois fala para ele obedecer os mandamentos que já existiam (como disse a lei é boa), e mesmo depois, quando Jesus falou para o jovem vender tudo que possuía e o seguisse, ele não ditou isso como regra, pois ele não disse que ricos não entrariam no Reino dos Céus, mas sim que era difícil um rico entrar.
Podemos notar outras vezes que Jesus é questionado sobre o que fazer para herdar a vida eterna. Certa vez um Mestre da lei pergunta:
Mestre, que farei para herdar a vida eterna? (Lucas 10:25)

 Jesus por sua vez não responde, mas devolve a pergunta dizendo:
Que está escrito na lei? Como lês? (Lucas 10:26)

O mestre da lei já sabia o que fazer, pois conhecia a palavra, mas queria algo mais místico, queria mais uma regra...Jesus porem, ao invés de ditar mais uma regra, Ele sintetiza ainda mais quando resume os dez mandamentos em dois:
Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. (Lucas 10:27)

Hoje podemos observar evangélico, católico e religiosos em geral, que a exemplo do jovem rico e do mestre da lei, buscam uma regra nova para se aproximarem de Deus.Muitas vezes não fazem isso premeditadamente, mas a insatisfação gerada pelo vazio da religião e a culpa do pecado, gera no homem um senso de compensação,onde o homem precisa fazer algo para ser aceito.
 As regras humanas só tornam os homens religiosos, causando julgamento e condenação. As regras fazem com que quem as obedece descrimine e exclua quem não faz o mesmo.
Observe que logo após Jesus ser questionado pelo mestre da lei (Lucas 10:25-37), Ele entra na casa de Marta e nessa ocasião as Escrituras relatam que Maria (irmã de Marta) está sentada aos pés de Jesus ouvindo a sua palavra, enquanto Marta está ocupada com muito serviço. Nesse momento Marta chega a Jesus com uma reclamação:
Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.
(Lucas 10:40)

É interessante notar que a passagem seguinte do mestre da lei parece estar tratando do mesmo assunto, pois fala de uma mulher que estava mais preocupada em servi a Jesus do que estar com Ele.
A mesma coisa acontece hoje, pois o sentido de compensação faz com que as pessoas fiquem tão preocupadas em fazer alguma coisa pra Jesus que perde a simplicidade de apenas sentar e ouvir Ele. Além disso, hoje se comente o mesmo erro de Marta, pois pelo fato de fazer alguma coisa as pessoas se sentem no direito de criticar quem não faz.
Mas assim como naqueles dias Jesus nos diz hoje:
Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária;
(Lucas 10:41)

Jesus descomplica, não coloca mais regras e não põe mais jugo.
Deus não é religioso. Ele não precisa que ninguém crie uma fórmula para chegar a Ele. Ele próprio já providenciou a fórmula ...Jesus Cristo...

ASS:MARCIO CORDEIRO

quarta-feira, 2 de maio de 2012

“Concorrência”



“Concorrência”

No mundo as pessoas competem o tempo todo; no trabalho, no esporte, nos relacionamentos, nas religiões. Em alguns aspectos as competições até nos beneficiam, principalmente quando se trata da “economia”, pois nesse caso as empresas concorrentes se obrigam a oferecerem produtos mais baratos, com melhor qualidade e com maior garantia.
O problema é que não são apenas benefícios que as competições nos oferecem, pois no mundo (não em todas as pessoas) o conceito de vitória é “fazer melhor que meu adversário”. Nesse caso muitas vezes a ética é deixada de lado, onde as pessoas buscam a qualquer custo fazer melhor do que a outra; e o fazer melhor acaba se tornando em querer ser o melhor, e o ser melhor acaba se tornando em status, que por sua vez é cultivado em forma de orgulho.
Infelizmente no meio do povo de Deus a competição não traz nenhum benefício, isso por que o mesmo conceito de vitória do mundo é aplicado pelos religiosos, onde vencer implica em “fazer melhor que o outro”. É inevitável! Querer fazer melhor que os outros, ou pelos menos querer parecer melhor, gera competição que por conseqüência gera concorrência.
Ao contrario do que ensina o mundo, Jesus nos ensina que o importante não é fazer melhor do que seu irmão, mas sim fazer o “seu” melhor; o objetivo não é superar o seu próximo, mas sim superar a si mesmo. Note que no episódio da viúva pobre (Lucas 21:1-4) Jesus elogia a viúva, não por que o valor da sua oferta tinha sido maior (ao contrario, as outras pessoas tinham doado bem mais do que ela), mais sim porque a viúva tinha dado o seu melhor.
Há muita competição no meio da “igreja”, e isso não é de hoje, pode-se notar que desde o principio houve competição entre irmãos, competições essas que não acabaram nada bem, como no caso de Caim e Abel; outras até acabaram bem, mas seu inicio foi cheio de crueldade e de atitudes perversas, como no caso de José filho de Jacó e seus irmãos.
O próprio Jesus dedica bom tempo para nos ensinar sobre fazer as nossas obras de justiça em secreto, isso porque (acredito eu) fazer obras de justiça naquele tempo tinha se tornado uma competição “espiritual”. As pessoas já não faziam a obra por amor a Deus, mas sim porque queria parecer mais espirituais que seus irmãos.
O grande problema é que, além de tudo que foi dito, a competição no meio da igreja faz com que haja concorrência; e a concorrência faz com que o evangelho seja tratado como um produto que deve ser vendido barato para atrair mais “clientes” (membros). Hoje as igrejas travam batalhas entre elas, para ver quem consegue mais “clientes”, cada uma, a exemplo da economia, oferece mais vantagem que a outra e apresenta as suas instituições como melhores que as concorrentes.
O fato é que há só um evangelho de Jesus; não existe como você oferecer um evangelho com mais vantagens, com garantias maiores ou de melhor qualidade. Alias o evangelho não é composto apenas de direitos, mas também de deveres. Pregue o verdadeiro evangelho, pois o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

ASS:MARCIO CORDEIRO